quarta-feira, 6 de agosto de 2014
A solução está no desejo de se purificar e praticar justiça
Dedique o seu trabalho ao Todo-Poderoso
terça-feira, 1 de julho de 2014
Devemos servir a Shehmaa e não o contrário
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Diantes das cãs te levantarás...
terça-feira, 24 de junho de 2014
Uma mesma Leia para o israelita e para o estrangeiro que quer se unir a Israel
Israel não pode casar-se com cananitas, moabitas, amonitas...
Josué - Um Profeta Como Moiséis
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Tirai os tropeços do caminho do meu povo. Isaias 57:14
segunda-feira, 19 de maio de 2014
sábado, 10 de maio de 2014
Salém é Shechem e não Jerusálem. Gênesis 33:18
domingo, 13 de abril de 2014
Deus fixou o Pessach dos israelitas no mês de Abib
sábado, 25 de janeiro de 2014
Lamento dos Dispersos de Israel
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
PROMESSA PARA A DESCEDÊNCIA DE ISRAEL
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Carta de um rabino a uma prosélita
"Shalom,
Agradecemos o recebimento de sua carta, em relação a sua vontade de ingressar nas fileiras do povo judeu. Aprecio e muito suas aspirações e vontade de juntar-se a nós.
Gostaria de esclarecer que a nossa comunidade não trata diretamente de assuntos de conversão. Tudo o que poderemos fazer será ajudá-lo (a) a entender o significado das coisas e encaminha-lo (a) ao conselho rabínico de S.Paulo que se ocupa diretamente e se responsabiliza frente a comunidade judaica por este assunto.
Entretanto, não estou seguro de que você está ciente de todo o senso e o significado de fazer parte do povo judeu. Não sei quais são os seus motivos e o quanto você conhece o povo judeu. Pode ser que, após ler estas linhas venha a considerar tudo de maneira diferente e pondere se realmente valeria a pena.
Saiba que o povo judeu é um povo sofrido e agonizado por perseguições já a milhares de anos.
Por anos e anos sofremos e fomos queimados vivos nas fogueiras da Inquisição. Fomos esquartejados durante os pogroms na Europa e mais recentemente seis milhões de Judeus foram assassinados pelos Nazistas somente porque eram judeus. Muitos de nós que nasceram e cresceram como judeus não agüentaram tamanha sina e acabaram por se afastar do povo e mudar de fé.
1. Hoje, em sua situação como cidadão deste país e do mundo você não tem quaisquer inimigos nem pessoas que desejem teu mal. O mundo todo está aberto para você. Você está seguro de que quer se colocar em problemas desta natureza?
2. Está ciente do que significa ser e viver como judeu? Não sei com que tipo de judeus você se deparou no decorrer de sua vida, mas você precisa saber que, para se tornar um judeu você deve aceitar para si de maneira plena a Fé e os Mandamentos da religião judaica e esta religião é difícil e limita em muito as liberdades individuais. A religião judaica nos obriga a cumprir 613 mandamentos que até para nos judeus são difíceis. Vou te dar alguns exemplos:
a. Durante um dia inteiro por semana, temos de nos abster de qualquer trabalho criativo, e isto inclui não andar de carro e não operar quaisquer aparelhos elétricos. Você terá que subir de escadas, não poderá acender a luz e nem cozinhar.
b. No tocante aos alimentos, há somente um tipo de alimentos que a Torá permite que sejam chamados alimentos casher. Você terá que abdicar de muitos pratos com os quais se delicia hoje e mudar a maneira como cozinha. Terá de ter pratos, panelas e talheres separados para alimentos de carne e para alimentos que incluem leite e seus derivados. Terá de comprar utensílios novos para a sua cozinha e somente alimentos casher, que são muito mais caros que os que não são casher. Não poderá freqüentar os restaurantes a que está habituado e nem poderá fazer uma refeição com sua própria família se eles não forem judeus.
c. A vestimenta que a Torá obriga o judeu limita muito, principalmente as mulheres. Em geral, as mulheres têm de trocar todo o seu guarda-roupa, pois a Torá obriga a mulher a usar saia abaixo do joelho, camisa fechada com mangas longas e as mulheres casadas têm de cobrir a cabeça. Você não poderá mais ir na praia onde haja banho de homens e mulheres com trajes impróprios.
d. O homem judeu tem de comparecer à Sinagoga três vezes por dia, os sete dias da semana. As orações são por vezes demoradas, principalmente durante os Sábados e feriados judaicos.
e. No que tange à vida conjugal, todo contato físico entre cônjuges está proibido por quase duas semanas ao mês.
De tudo o que está escrito acima, especifiquei somente umas poucas obrigações dos 613 Mandamentos que obriga o judeu.
Desta maneira você pode constatar por si mesmo que para ser um judeu terá que estudar com afinco os Mandamentos a que somos obrigados, assim como os princípios da Fé judaica. Guerut (conversão para o Judaísmo) não algo fácil, nem da noite para o dia. Não existe "Guerut instantânea". Você terá que dedicar muitas horas por semana durante meses a fio para estudar todos os pormenores da fé judaica e de nossas obrigações para com a D-us. Se na sua região não houver uma sinagoga autêntica, terá de mudar de bairro para poder ficar perto de uma. Terá que gastar somas substanciais com artigos religiosos judaicos, como livros, mezuzot casher, tsitsit e tefilin.
Somente após pelo menos um ano se dedicando totalmente ao estudo do Judaísmo e à pratica condizente dos Mandamentos da Torá você se achará em condições de se colocar à frente da comissão rabínica de São Paulo para conversões.
Se esta comissão achar que você está apto para a conversão, terá de viajar para Israel, centro e coração da nação judaica para efetivar o processo que fará de você um judeu.
Neste ponto sinto-me obrigado a te alertar que, durante o percurso você poderá se deparar com mentirosos e enganadores (reformistas, conservadores, liberais e afins), que ludibriam as pessoas fazendo se passar por rabinos e que talvez te ofereçam uma outra forma de se converter. É bom que você saiba que o Rabinato Central de Israel, hoje a autoridade Judaica máxima no mundo não reconhecerá estas "conversões" e você terá gasto o seu tempo e o seu dinheiro à toa, pois não será considerado judeu
3. É importante que você saiba que ser judeu não é somente um privilegio, mas incorre em muitas obrigações.
Tome o exemplo do Shabat: Se hoje você se ver incapaz de cumprir o Shabat em todas as suas nuances, não sofrerá nenhuma admoestação ou castigo dos Céus. Mas como judeu, apesar de ser premiado por cuidar o Shabat, se violar as suas leis ao menos uma vez e da maneira mais leviana, poderá ser castigado por um tribunal rabino e até punido com a morte, por D-us.
Pegue ainda o exemplo da comida: Se após a conversão ao Judaísmo você comer carne não casher, será punido por D-us. Existem casos em que se a pessoa comer algo proibido sua alma será cortada deste Mundo e do Mundo Vindouro!
Será que vale a pena você tomar este risco para si?
4. Como já dissemos, o judeu tem a possibilidade de ser premiado ou castigado por cumprir ou não os Mandamentos da Torá. Mas você precisa saber que mesmo não sendo um judeu você pode ser premiado ou castigado por cumprir certos Mandamentos. O Altíssimo designou Sete Mandamentos para os não-judeus e estes são relativamente fáceis de cumprir. Ei-los:
1) Proibição de idolatria ; 2) Evitar Relações Sexuais fora do casamento; 3) Proibição de assassinato 4) Não comer nem arrancar parte de um animal enquanto ainda está vivo; 5) Respeitar e cuidar da Honra Divina e Seu Santo Nome; 6) Proibição de roubar 7) Todo e cada país tem a obrigação de apontar tribunais e juízes que cuidem da ordem e da moral publica e cívica.
Se você cuidar com seriedade destes Sete Mandamentos como sendo comandados por D-us e nos foram enviados através de Moisés, que os recebeu no Monte Sinai junto, você chegará sem se precisar se tornar judeu e sem se obrigar aos outros 613 Mandamentos que obrigam os judeus, ao nível de "Justo entre as Naçòes do Mundo", que é um nivel espiritual muito elevado e muito considerado, e ganhará um quinhão valioso no Mundo Vindouro.
Tudo o que foi dito acima te dará muito no que ponderar e recomendo a você que tome ao menos um mês para meditar sobre isto. É importante que você saiba que a Guerut (conversão ao Judaísmo de acordo com a Torá) é "caminho sem volta" ; você não poderá se converter e depois decidir que o Judaísmo é muito difícil para você e decidir voltar a ser um não judeu. Num caso destes, os castigos que D-us inflige a uma pessoa por ter aceitado para si um jugo a que não estava obrigada para depois deixar tudo são muito severos e não vale a pena se complicar com isto.
Na sua atual condição, sempre poderá mudar sua decisão no futuro.
Desejo a você muito sucesso em tudo o que decidir fazer."
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
O Código de Hamurabi ou a lei do olho por olho e dente por dente
Quando pensamos em antigos reis pagãos, ideias de justiça e equidade, provavelmente, não são as primeiras coisas que nos vem à mente. Nós, modernos, somos mais propensos a imaginá-los como volúveis, déspotas sedentos de poder, sempre prontos para condenar alguém à morte por qualquer mero capricho. Mas o rei Hamurabi, que governou uma próspera e florescente Babilônia a quase quatro milênios atrás, não se encaixa nesse perfil. Ele afirmou ter ajudado a proteger os fracos da opressão e os estudiosos acreditam que ele tenha promovido uma atmosfera de justiça e retidão entre seu povo.
Esta crença é baseada em um objeto que foi descoberto há apenas um século. Ele já ganhou lugar ao lado da Pedra de Roseta como um dos artefatos mais importantes do mundo antigo. Trata-se da estela que traz a inscrição do Código de Hamurabi, cujo estudo lançou luz sobre as leis, a cultura e a vida na antiga Babilônia.
Descoberta em 1901 pelo arqueólogo francês Jean-Vincent Scheil, na estela podemos ver bem preservada, a lista da maioria das antigas leis da época. Hoje, o monumento de basalto está no Museu do Louvre, em Paris. Ele tem 2,13 metros de altura e claramente foi concebido para exibição pública, como quando foi erguido pela primeira vez em alguma cidade da antiga Babilônia.
No topo se encontra uma descrição de Hamurabi com Shamash, o deus babilônico da justiça. Abaixo, estão as colunas onde estão inscritas, na língua acadiana, as leis de Hamurabi. O monumento tem 16 colunas de texto na parte dianteira e 28 na traseira. Entre prólogo e epílogo (em que Hamurabi invoca os deuses e discute a grandeza de sua justiça) encontra-se o mais importante do artefato, a parte onde estão enumeradas quase 300 leis que lançam luz sobre o senso de justiça dos caldeus, surpreendentemente à frente de seu tempo, em alguns aspectos.
O Código de Hamurabi contém uma extensa lista de leis que abriram os olhos dos historiadores para a sociedade altamente sofisticada da antiga Babilônia.
Quando Scheil encontrou a estela, os estudiosos, animados com a descoberta, logo publicaram vários livros e comentários sobre o que ficou conhecido como "Código de Hamurabi". Os historiadores continuam a discutir o significado do código e os mistérios dele ainda fascinam a comunidade acadêmica. Ele oferece vislumbres notáveis sobre a história do direito, da justiça social e até mesmo da Bíblia. Para entender o porquê, vamos inspecionar alguns dos aspectos mais importantes do Código de Hamurabi.
As leis do Código de Hamurabi
Inspecionar o Código de Hamurabi é como olhar através de uma janela para a antiga Babilônia, um império agrícola com movimentados centros urbanos. Essas leis mantiveram a estabilidade e permitiram o florescimento da cultura babilônica. Alguns historiadores afirmam que o código retrata uma sociedade mais avançada e sofisticada do que a do período medieval na Europa, que começou por volta do ano 500 depois de Cristo.
Cerca de 100 dessas leis diziam respeito a questões de propriedade e de comércio, incluindo dívidas, juros e garantias. Por exemplo, se uma barragem rompesse e subsequentes inundações destruíssem plantações alheias, as leis abordavam até a negligência do proprietário da barragem, que teria que compensar os agricultores que porventura perdessem as colheitas. Sendo a economia da Babilônia baseada em moeda de metal e em permuta, as leis também estabeleciam determinados padrões e limites para contratos de empréstimo, a fim de controlar o abuso de usura. O código estipulava que um credor poderia cobrar, no máximo, 20 por cento de um empréstimo à base de prata e 33,3 por cento para um empréstimo de grãos. Os credores também tinham que finalizar o contrato na frente de testemunhas e esperar o tempo da colheita antes de exigir o reembolso. Além disso, o código aborda a ideia de um empréstimo garantido, propriedades como terras e casas - ou até mesmo mulheres e crianças - serviam como garantia. Os devedores, também podiam se tornar escravos dos credores até que as dívidas fossem pagas.
Outro conjunto de aproximadamente 100 leis lidavam com assuntos familiares, que abordavam questões desde o casamento, filhos e herança, até adultério e incesto. Os casamentos eram muitas vezes um acordo comercial entre o futuro marido e o pai da mulher desejada. O divórcio era possível, embora mais facilmente para o homem do que para a mulher. O divórcio, quase sempre implicava no pagamento de uma taxa e, por vezes, era necessário que o marido devolvesse o dote da esposa. Incesto e adultério da esposa eram puníveis pelo exílio ou com a morte. O código contempla o pai, como se poderia esperar, como o chefe da família. Até o filho casar, o pai tinha direitos legais para usá-lo no trabalho para si ou para seus devedores. Os pais poderiam até mesmo optar por vender os seus rebentos e se um filho batesse no seu pai, ele teria as mãos cortadas.
Esta última punição nos remete para a questão das leis penais, bem como para a natureza da punição no Código de Hamurabi. Alguns estudiosos pensam que este é o aspecto mais fascinante e significativo do código.
Olho por olho, dente por dente: As punições do Código de Hamurabi
Para manter sua sociedade estável, o rei Hamurabi instituiu algumas punições muito severas para determinados crimes. Como já mencionado, a mutilação física era uma opção comum para a punição; mesmo que isso significasse que as mãos de uma criança ou os seios de uma mulher tivessem que ser cortados. A morte era outro castigo habitual. O código menciona explicitamente cerca de 28 crimes cuja pena poderia ser a morte, entre eles, roubo, adultério e feitiços de bruxaria.
A punição muitas vezes dependia da classe social do agressor. Quando um membro da elite cometesse um crime grave contra uma pessoa de status inferior, ele ou ela, podiam ter que simplesmente pagar uma taxa. Quando os papéis fossem invertidos, o criminoso de classe baixa recebia uma punição mais severa.
Você provavelmente já ouviu falar da antiga lei do "olho por olho e dente por dente". Por um tempo, as pessoas achavam que essa ideia, chamada lei de talião (lei da retribuição), originava-se de Moisés e da lei hebraica. A descoberta do Código de Hamurabi lançou dúvidas sobre essa teoria. O código não só incluía a lei de talião, mas literalmente ditava essas leis para olhos e dentes. Se um agressor arrancasse o olho de alguém, ele ou ela, perderia um olho. O mesmo valia para dentes e ossos. Embora possa ser um pouco bizarro para nossos sentimentos modernos, isso tudo era perfeitamente racional e justo - pelo menos para Hamurabi.
Os historiadores ficaram surpresos ao encontrar a ideia da lei de talião em um código que antecedeu a Lei Mosaica (as leis de Moisés e dos hebreus) por algumas centenas de anos. Muitos chegaram à conclusão de que a Lei Mosaica evoluiu a partir do Código de Hamurabi, entretanto, os estudiosos rapidamente descartaram essa hipótese e passaram a aceitar que os dois códigos, provavelmente, compartilham uma origem comum. Existem muitas diferenças significativas entre os dois conjuntos de leis para concluir que a Lei Mosaica é baseada no Código de Hamurabi. Os historiadores apontam com frequência que a Lei mosaica é mais humana, e que, enquanto o Código de Hamurabi designa punições de acordo com a classe social, a Lei Mosaica não faz essa distinção.
Hoje, continuamos a estudar o Código de Hamurabi, por várias razões, mas talvez, a mais importante, seja porque ele lança luz sobre a história da lei de talião. As nações atuais continuam a lutar com questões do que é justo e ético no combate ao crime. Talvez, o código de um rei pagão da antiguidade possa oferecer um contexto para o debate dessa questão.










